
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A arte de Furtar

sexta-feira, 14 de outubro de 2011
O mundo maravilhoso da Disneyamapá
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
O Estadão do Amapá na Capital Inicial

Esta semana a grande sacada da imprensa de oposição, diga-se de passagem, a marrom, é usar as matérias de jornais para rechear seus programas, dentre eles O Estado de São Paulo, que resolveu virar a mira, de maneira suspeita para o Amapá.
Como estamos às vésperas das eleições, isso tem criado um grande movimento por parte do PDT e do PMDB amapaense em abocanhar as municipais, pelo menos da capital para que não caiam nas mãos grapiúnas da oposição. O desespero tem batido nas portas desses caciques, e para isso foi escalado o grande jornal paulista, pois os locais que já tem o formato de tabloide, não criam o impacto necessário.
Sair do mapa, talvez seja a sina de Gilvam Borges, que licenciado do senado anda para cima e para baixo com suas sandálias da humildade, levando consigo o ex-governador Valdez Góes e o Senador José Sarney, este por sua vez tem usado quase toda sua máquina espúria e sua influencia no Estadão, para lançar lodo no Amapá via imprensa. Isso impressiona o leitor amapaense que se informa via tabloide.
Pense bem, que interesse teria o leitor paulistano em saber o que acontece em uma terra que para a maioria deles não passa de uma provinciana área cercada de água, selva e índios de tanguinha cantando ao redor da fogueira. Dois dias seguidos de citações do governador e sua família, com enfoque em fatos requentados, que em qualquer boca de ferro se sabe, não precisava do Estadão para isso.
Para quem não lembra e nem fez o link ainda da relação Amapá x Estadão, lembre-se do Rock in Rio e do protesto iniciado por Dinho Ouro Preto, quando foi enfático ao oferecer a música “Que País é Esse?” de Renato Russo a José Sarney, onde Dinho justifica que o cara que conseguiu manter censurado o jornal O Estado de São Paulo é Sarney. Se há poder para tolher há poder para enxertar noticias inconvenientes. Mesmo que verdades.
Fico imaginando qual o titânico poder tem um governador que só amealhou a vaga por causa de uma crise gerada pela operação da Polícia Federal que envolvendo seus adversários, levou-os de uma vez a passar uma temporada na carceragem brasiliense. Ou qual o titânico poder tem um postulante a senador que nem se quer conseguiu ser diplomado pois teve suas asas cortadas mesmo que temporariamente pelo presidente do TRE.
Talvez obras da graça do único não levado a passar uma temporada na carceragem, o coronel chibata. Qual poder tem esse Alcaide, que consegue manobrar as togas de um poder que se diz independente como os tribunais superiores que nem se dão mais ao trabalho de ocultar a obediência e submissão ao Presidente do Senado. Imaginem a imprensa que precisa vender jornais e ganhar o seu “jabá”.
É certo que a PF tem que investigar, ela existe para isso, tem que investigar mesmo, quem quer que seja; transgrediu a lei a PF tem que estar lá. Mas do que adianta torrar rios de dinheiro em operações como nomes esdrúxulos como Satiagraha ou Boi Barrica, se no final de tudo o festival das togas comprometidas, vai dar um fim nas investigações sem motivo plausível como o juiz que sustou e extinguiu o processo de cassação de Sarney e Valdez por faltas de custas para tirar Cópias Xerox. Gente como Daniel Dantas, Fernando Sarney e outros, sabem muito bem como é essa farra por obra do coronel chibata e sua trupe intrépida.
Com o poder de suas mazelas e o império de sinecuras. Que vamos convir que já critiquei isso antes; os pseudo-jornalistas que lhe dizem amém e a seus lambaios também. Mas uma imprensa séria, que não é o caso do Amapá, em que se fazem programas de radio e televisão lendo jornais nas mãos ou lendo blogs como cópias de louro josé fingindo fazer jornalismo, o Estadão tem enveredado nessa seara perigosa, mas como ele não tem cara de tabloide, e esta no estado mais rico do pais, tá desculpado!
O exército de louros josé, berrando e bradando pantomimas e brejeirices vestidos de terno e até citando versículos da bíblia. Tentando ser arautos da moralidade política e jornalística, mas no fundo são apenas aves rapináceas com o único propósito de amealhar as moedas do erário e do alheio.
Muito me admira que o Estadão se submeta a este papel desprezível. Volto a lembrar que não sou governista nem oposicionista, mas não comungo de Sarney nem de sua quadrifamilia. Para servir a propósitos tão provincianos como o de fazer politicagem no Amapá. Tentar fazer do Amapá um maranhãozão como fez Sarney em sua própria terra, um paraíso do êxodo de um povo sem terra que aos borbotões saem da província de São Luis em busca de uma vida melhor.
Quisera os amapaenses pudessem trocar dois dedinhos de prosa com Aderson Lago ou Palmério Dória para ter uma noção do que é a influencia de Sarney e de seus emissários no Amapá. Enfim é difícil aturar a máscara mortuária do milenar senador, que como um vírus se replica usando um DNA alheio como hospedeiro os inocentes e tolos políticos amapaenses, respondem pelos nomes de oposição e governo, tão verídicos como uma cédula de três reais.
Infelizmente o povo merece o que tem... Viva São Paulo e suas terras, rios e índios de terno.
domingo, 9 de outubro de 2011
Paraensismos e xibezadas

E assim flui o rio

Pequenas gotas fluem após o degelo de quem fica anos no frio da falta de fé, de repente as gotas começam a unir-se e formar filetes que cada vez mais engrossam, seguindo o rumo em um caminho único, e logo que se presta a atenção, não mais se vê filetes e sim córregos que se somam a mais e mais e em conjunto uníssono se englobam em uma torrente que ao se firmar os olhos já tomam proporções aos borbotões e aumentam uma grande corredeira que se abre a um turbilhão majestoso em um caudaloso rio, com vida própria, corre ao mar em uma desembocadura infinita capaz de dobrar até mesmo o mais resistente dos obstáculos.
Jovens, velhos, maduros, cansados ou fatigados, não pelo corpo, mas pela alma. Firmam a vista no horizonte, aonde a pequenina imagem vai ao meio do turbilhão que a acolhe e que espera dela não mais que um olhar, de amor, de misericórdia, mas nem por isso ela se recolhe em sua berlinda dourada coberta pelo manto de luz que lhe agasalha, e nem o sol escaldante da Amazônia é capaz de lhe tirar o brilho, pois este nem se compara ao brilho do amor que ela resplandece e nem da fé que ela ajuda a erguer em um salvador que lhe saiu um dia do ventre e veio trazer a mensagem de paz e amor vindas do próprio Pai.
Neste momento ela desce do céu, afaga seu povo e com ele caminha, descalça, sobre o chão quente, em meio a água e ao suor, sob gritos de clamor de seu povo, sob palmas e ovações ela é saudada, sua luz brilha mais ainda e dá força para continuar a caminhada da vida, seu amor é sentido em vibrações que tocam fundo a alma e fazem corar e chorar, mas não de vergonha nem de tristeza, mas por alegria de se saber que não estamos sós, ela caminha conosco e a seguimos na esperança de naquele instante estarmos mais próximos do que em vida podemos chegar de Deus. Enfim ela para, olha e sorri docemente. Só isso já valeu estar com ela.
sábado, 8 de outubro de 2011
Um estado de fé

sexta-feira, 7 de outubro de 2011
No Equador se divide tudo

Eu que já não tinha muita credibilidade nas instituições amapaenses de maneira geral. Talvez por muitas experiências desastrosas no decorrer do uso das instituições que ostentam uma pseudo-organização, minha descrença já esteve em face a policia civil pela omissão e desrespeito, a policia militar pelo corporativismo e conluio.
Até mesmo a tão afamada justiça, em todas as esferas do direito gozam da minha descrença e descrédito às suas ações devastadoras. Isso sem falar das instituições de uso maior, como as do estado, município e união, que beiram a caoticidade de tempos bem maianos, quem sabe até 2012 e não falo de eleições.
Mas a gota d’água para quem mora em Macapá é uma instituição que bem que podia ser extinta e não mais faria falta; pelo menos não o desserviço a que ela se propõe executa com maestria, mas fora isso. Sua existência é veladamente sem uso ou propósito, quem sabe até mesmo uma cópia ruim e mal ajambrada dos grandes veículos que ora alienam ora informam, a imprensa amapaense tem apenas um propósito em comum: desinformar.
Pautada em politicagem brejeira, com os brios e escrúpulos pagos por A, B ou até mesmo Z, a imprensa escrita é uma verdadeira piada, erros ortográficos até são desculpáveis por omissão do editor revisor, ou por ausência de corretor ortográfico da Microsoft nas redações, mas as concordâncias verbo nominais deixam qualquer Pasquale abobado com o atentado ao vernáculo.
Isso sem falar da argumentação cheia de redundâncias para defender o ponto de vista da ideologia ou retórica ufanista dos mecenas que os sustentam e manipulam as penas em papel. Tristes dos jornais meia boca que em poucas páginas conseguem estampar o ponto de vista favorável ao governo ou a oposição, depende do bolso ou de quem paga mais, ou melhor.
Isenção? Nem nas rádios nem nas redes de TV se vê a tal isenção que os jornalistas costumam apregoar como o estandarte de suas profissões. Cada um olha para suas contas, remetem ao público uma opinião deturpada, os entrevistados A, B ou Z aparecem sob pontos de vista suspeitos e unilaterais com informações que a cada dia mais confundem a já mal cuidada e mal informada população, que tenta armar um ponto de apoio para seu voto com tantos bombardeios inverídicos e fantasiosos pertencentes ao reino de Oz.
Alguns apelam para a irreverência e propagandeiam abertamente que são parte daquilo que se pode chamar de arremedo de imprensa ou imprensa marrom, outros, veladamente recebem dinheiro de A, B ou Z e simplesmente aderem a política parcial do pau oco, sem desmerecer os santos. As vezes a descrença e a hipocrisia são tantas que chegam a se digladiar ao vivo e ao público.
Às vezes até sinto-me morando na ilha de São Luis, ou sarneylândia, onde há o decreto ou se assiste SBT ou Globo, que são ditadas pela família Sarney ou pela família Lobão. Mas não estamos no Maranhãozão, embora haja muitos maranhenses aqui e até mesmo o próprio Sarney também esteja incrustado aqui, e ainda beijam-lhe a mão como Otávio Mangabeira fez com Eisenhower no acalorado discurso do general em 46, derramando-nos à vergonha alheia.
Enfim não posso apedrejar a todos, tenho que pelo menos recorrer ao velho Vieira e seu opúsculo mais apropriado para o evento: “O bom ladrão”, (...) os ladrões que falo não são aqueles miseráveis a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este gênero de vida (...). O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera (...)
Talvez reflita que temos muito joio para pouco trigo e em meio a tantos pulhas que humilham o jornalismo quando se auto-intitulam parte desse grupo, também temos o bom jornalista, embora que poucos, que agem como tais, investigando, divulgando sem fronteiras ou pudores as mazelas as quais a imprensa tem obrigação de mostrar para enfim manter o status da tão clamada Liberdade. Para eles não existem lados, e o Equador não divide nada...