sábado, 13 de abril de 2013

Uma possível praga de gafanhotos


A política amapaense tem tido reveses incomuns ao seu tradicionalismo curraleiro de todo o sempre. Haja vista as sucessivas perdas no campo eleitoral que o atual governo tem sofrido, com a tal praga da rejeição que parece assolar os campos socialistas antes da colheita.

Talvez a população tenha ido à razão de que um erro possa ter sido cometido diante do quadro que se apresentara na época das eleições de 2010. De que diante do iminente mal presságio que se abateu sobre todos os prováveis candidatos que disputavam o pleito naquele ano, o candidato socialista fosse o de escolha menos nociva aos anseios de um povo castigado por tantas pragas orthópteras que já haviam consumido o estado.

Ledo engano. Mas há de se convir que as lideranças que partilhavam a intenção de votos dos confusos eleitores em 2010, também tiveram sua parcela de culpa. Já conhecedores de um passado imerso nas trevas e da falta de desenvolvimento. Pratica fadada ao fracasso da política de catar castanhas na floresta para movimentar o mundo e a eterna ação de  guerrear contra tudo e todos. Nada fizeram para impedir o caos que sinalizava voltar.

Ávidos pelo trono de barro, voltaram seus pensamentos nada altruístas à idéia fixa de que cada um seria o "Sassá Mutema" das mazelas do povo amapaense. E com isso, todos colocaram sua estrela reluzente nas testas e sem se importar com o que era melhor para o povo, foram à luta em sua busca solitária em ser governador, senador e outros anseios do campo particular.

2014 vem pedindo passagem e talvez seja a hora de novos ares e lideranças também aproveitarem o cordão, não o da mudança ou da harmonia, pois esta palavras já se sodomizaram na aceitação do eleitor e se esvaíram pelo ralo em idéias já fadadas ao esquecimento; oxalá que sim.

A preocupação maior destes "líderes" que já estão empacotados no velho papel pardo para novamente se colocarem à ribalta para habilitar-se a escolha popular. Não deve ser com eles próprios, mas sim de prevenir o efeito mesmice. Que seria mais um abalo na vida do amapaense que já enfastiado com as crises pede novos ares.

Caso não surja uma escolha entre os réprobos e lazarentos, que pelo menos venha o menos achincalhado de todos. Pois entre escolher entre uma liderança que não esteja maculada pelos vícios do passado e tomar como líder um que possa vir como o "prometido" em uma terra arrasada. É quase como se escolher o anticristo para governar o paraíso.

Experiências com lideranças estrangeiras, advindas do mundo empresarial, são um exemplo vivo de que há uma verdadeira devastação na política local. Os sojeiros como paranaense Blairo Maggi, é um exemplo de como dizimar os políticos locais em detrimento ao poder econômico e de novos nomes para a representatividade de um povo que não o seu.

Aqui no Amapá talvez essa praga de gafanhotos não seja o melhor exemplo de desenvolvimento, já que no ponto de vista agrário, somos menosprezados sempre pelas políticas do Ministério da Agricultura. Mas vale reforçar, que para os gafanhotos, tanto faz se seja quinhão de soja ou uma mata virgem a voracidade é a mesma e o prejuízo também.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O caos de Sofia


Passou-se novamente mais um dia universal da mentira. E mesmo não achando sentido para as razões de uma data tão inútil. Há de se achar de quando em vez um encaixe para o infame dia.

Após o suposto “fenômeno natural” no porto da mineradora Anglo em Santana, que por algum viés divino foi a única penalizada pela “ira do rio”. E tão logo se tratou de dissipar uma série de explicações que parecem coisa de primeiro de abril.

A mais surreal senão a beira de um absurdo, foi a de que a cobra Sofia resolveu se acomodar no leito do rio e sua cauda encostou na beira do porto, levando para o fundo do velho “mar dulce de Pizón a estrutura de carga, o minério da Anglo e as vidas que esvaíram-se sob lama, minério e descaso.

Descaso este que emana de todas as partes: Da atual mineradora que utiliza uma estrutura dos tempos da ditadura e não depositou uma só libra esterlina para adequar um porto surrado de guerra aos ares da modernidade. Da falta de cobranças do poder público para que ações de remediação decorrentes da degradação gerada pela retirada e escoamento do minério. E senão a mais chocante; a evidente falta de estrutura do próprio poder público para lidar com sinistros desta natureza.

Faltou de tudo durante o acontecido. Faltou pulso de um Estado que tanto já serviu de depósito de matéria prima para os canhões do mundo. Faltou determinação para exigir da empresa que tomasse as providencias necessárias para as buscas das vítimas e o atendimento psicossocial das famílias que acamparam em desespero às portas fechadas da mineradora.

Mas o fato que talvez seja o de maior indignação não só para as famílias das vitimas, mas como para toda a população. Foi ver que até mesmo na hora da morte não se tem a dignidade também negada em vida. Foi o que se viu durante o resgate dos três primeiros corpos das vitimas da “cobra Sofia” no porto da Anglo.

Não havia um carro tumba para remover os corpos e por isso os mesmos foram jogados na caçamba de uma caminhonete do corpo de bombeiros, como se fossem apenas um escombro, sem valor, sem família, sem dignidade. Que não merecesse pelo menos, se é que isso dá alento, um fio de respeito. As famílias indignadas ao ver passar o que um dia foram seus entes queridos, cobertos com plástico aluminizados e amontoados uns sobre os outros.

Já se tornou rotina, dentro deste quadro, o governo habilmente deslocar a culpa da falta de planejamento e da infra-estrutura para os fenômenos naturais ou ocasionais. Mas especificamente neste caso o drama tinha uma explicação. Estúpida, mas existente:

Os dois carros tumba que existem na Policia Técnico Científica do Amapá estão parados por falta de manutenção. E por mais incrível que possa parecer, não foram consertados por falta de pagamento à oficina prestadora de serviço.

Após fatos como este é que me questiono se não sou tão rígido quanto a existência do dia da mentira, pois, pelo menos para esta gestão que colhe flores e vive na terra do leite e do mel. Todos os dias parecem ser primeiro de abril

A triste tendência é que, em situações de desastres, sejam eles originados das espreguiçadas de Sofia ou não. Caso ocorram com um numero maior de vitimas. Não sejamos obrigados a rever cenas dramáticas como as que se passaram com o desastre do Novo Amapá. Onde montes de corpos se amontoavam sobre caminhões, rumo a cova coletiva.

Mas pelo menos aquela época, se fez tudo o que se podia fazer para resgatar os corpos, que embora nas condições terríveis em que se encontravam. Ainda assim puderam ter alguma dignidade na hora da morte.

sábado, 30 de março de 2013

A Páscoa se aproxima...


A Páscoa que é passagem...
               Mais uma vez, o sofrimento, os erros e a dor da humanidade ganham a redenção pelo perdão. Mais uma vez, é momento de estar em família e agradecer pela fé que nos sustenta e une.
               Não quero celebrar a Páscoa de uma religião só, apesar de ter minha crença. Quero falar sobre o espírito da Páscoa que pertence a toda a humanidade.
              Quero celebrar valores, muitas vezes esquecidos, como a fidelidade, a defesa da verdade, o respeito pelo irmão de qualquer cor, de qualquer raça, de qualquer diferença...
              Quero celebrar a Páscoa de sentimentos que humanizam, como a compaixão e o perdão...
              Quero celebrar a Páscoa que comemora a capacidade de amar e exalta a dádiva que Deus nos oferece, a cada dia, ao acordarmos: poder escolher uma nova vida.
              Quero lembrar a Páscoa como um momento de reflexão sobre paradoxos da vida: traição e amor, perda e redenção, separação e união, morte e nascimento. Este paradoxo que nos faz perceber que tudo está em constante transformação, que também a dor tem um fim e que é possível renascer.
              Convido você a celebrar esta Páscoa comigo, pois acredito que ela deva ser a Páscoa de todos nós!

                                           Com meu carinho,

Charles Borges.

terça-feira, 26 de março de 2013

Teorias conspiratórias


Que no meio político as armações e os planos mirabolantes estão sempre sendo planejados; ninguém tem dúvida. Mas uma questão pontual tem intrigado o amapaense depois de tantas idas e vindas de amor e paz, entre tantas ideologias partidárias que se dizem distintas como água e óleo e de repente miscigenam-se de maneira quase alquímica.

Nesta semana mais um desses indícios misteriosos surgiu à baila como um evento que poderia ser natural e corriqueiro se não fosse um simples questionamento por parte da opinião pública: Porque depois de quase três meses de abandono antes do estouro do champanhe de um casamento previamente arranjado?

Repasses não repassados, declarações de omissão de apoio, sorrisos amarelos. Foram o tema frequente do noticiário politico amapaense que ficou sem entender por que o governo largou a prefeitura a própria sorte sem lenço e sem documento, a lastimar e contar as moedas para tentar tapar uma craterazinha aqui e uma acolá.

Mas como o mundo amapaense parece mais uma criação da mente Lewis Carrol do que um ex-território que faz vezes de estado. Uma saraivada de denuncias que sacudiu as ocaras de dois pretensos caciques e fez com que as copas das bacabeiras macapabas estremecessem para levar o cenário ao prumo.

Claro que a fértil imaginação dos formadores de opinião começou a fervilhar como larvas no esterco logo que os flashes das fotografias de abraços e beijos entre governo e prefeitura com a benção dos caciques do veludo azul começaram a pururucar em jornais e redes sociais.

Teorias conspiratórias logo surgiram a cada viela, beco e barraca de feira sobre o porquê desta repentina amabilidade entre os querelantes que levou ao cachimbo da paz que foi fumado entre maracás e cunanis a fumaçar como a Capela Sistina em tempo de habemmus Papam.

Nestes tempos bicudos, só faltam trazer agora os tão famigerados illuminatis para tentar criar mais uma teoria conspiratória que consiga ser mais criativa do que as que o amapaense tem fertilizado no córtex tucuju, para superar as já criadas ou para pelo menos se aproximar da verdade que nunca saberemos.

Mas, mesmo eivado de tantas teorias conspiratórias que vão desde a um amor tórrido surgido entre caciques, passando pelas consequências das denuncias de um ex-deputado magoado e com crise aguda de consciência. Até a mais criativa: a de que se um não declinasse de postular a cadeira de cacique mor em detrimento ao outro, se abriria o verbo e todos morreriam abraçados.

Não duvido muito, até por que na fábula do escorpião que atravessa o rio nas costas do sapo e mesmo assim desfere-lhe uma mortal picada levando os dois a morrerem afogados. Pode até ser que os dois caciques acabem enfiando o dardo imerso em curare um no outro e enfim a guerra de tribos e das teorias conspiratórias. Sejam apenas parte de uma fábula de pouca monta de nossa história há muito castigada.

terça-feira, 19 de março de 2013

O anacronismo do escândalo


Ao ler as noticias do dia não pude deixar de lembrar-me de um episódio da velha República protagonizado por Nair de Teffé, a época primeira dama na companhia do Marechal Hermes, então presidente do Brasil.

Em uma festa de despedida do Marechal, Nair resolveu fechar com chave de ouro sua passagem pelo Catete, tentando dar um clima leve ao período tenso que antecedia as eleições. Vanguardista por natureza, Nair de Teffé não quis fazer mais uma daquelas festas que lembravam o ultimo baile do império lá na ilha Fiscal.

E por isso resolveu levar o compositor Catulo da Paixão Cearense com violão a mão a acompanha-la na musica que ela considerava a “mais brasileira” o maxixe “Corta–jaca” de Chiquinha Gonzaga.

Juntavam-se então, duas coisas explosivas para uma recepção diplomática da época: o violão, instrumento da malandragem e dos morros; e o maxixe, ritmo popular e considerado extremamente sensual.

A repercussão não poderia ser mais terrível. Pois fez com que Rui Barbosa em pessoa descesse do cume da águia e registrasse no diário do Congresso Nacional um violento pronunciamento: “Que diante de uma das folhas em que estampada estava a programação da recepção presidencial em que diante do corpo diplomático, da mais fina sociedade do Rio de Janeiro, aqueles que deviam dar exemplo das maneiras mais distintas e dos costumes mais reservados elevaram o Corta-jaca à altura de uma instituição social.

Mas o que vem ser este Corta-jaca de quem tenho ouvido falar a tanto tempo Senhor Presidente? Senão a mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque, do cateretê e do samba.

Mas nas recepções presidenciais o Corta-jaca é executado com todas as honras da música de Wagner. E a não ser que a consciência do país se revolte e que nossas faces se enrubesçam. “Seguiremos rumo a um ponto onde tudo é tolerável e o mais baixo criminoso travestira-se de santo”.

Talvez a indignação da velha águia de Haia tenha sido exagerada até mesmo para a época. Mas o que então diria Rui Barbosa ao ver José Genoíno, condenado pela suprema corte, assentando-se na Câmara Federal. Ou João Alberto Capiberibe com arroubos de moralidade dentro da mesma casa de veludo azul que um dia deu-lhe o passe de saída por crime eleitoral comprovado a tolher-lhe do manto de santidade.

Seriam muitas jacas para cortar! Diria Rui Barbosa enrubescido de vergonha. 

sábado, 9 de março de 2013

Gilvam Borges soma esforços na guerra contra os buracos


A prefeitura de Macapá começou uma operação de tapa-buracos durante toda a semana que passou. Mas apesar dos esforços do prefeito Clécio Luís, os buracos insistiram em voltar.

Para tentar amenizar a situação, Gilvam Borges começou por conta própria, uma ação de tapa-buracos na rua Claudomiro de Moraes no bairro do buritizal. A ação aconteceu durante a ultima quinta feira e se estendeu por dois dias.

Diferente da PMM, Gilvam não utilizou asfalto, mas sim concreto como matéria prima, dada a experiência mal sucedida por Clécio em aplicar asfalto durante a chuva que dificultou o trabalho e impediu a aderência do asfalto à pavimentação e teve uma durabilidade inferior a uma semana.

Segundo Gilvam, a técnica de perfurar os buracos já existentes, aplicando o concreto para selar tudo, cria um ponto de fixação maior e mesmo que temporário, pode ter uma durabilidade maior até que a prefeitura consiga iniciar um processo de pavimentação após o período chuvoso, previsto para o final do mês de maio.

“Enquanto o governo do estado não se pronuncia em ajudar a capital por não condizer com suas aspirações eleitorais, estamos tentando amenizar as dificuldades que o cidadão tem em trafegar pelas vias de Macapá” – Afirmou Gilvam durante uma entrevista a um jornal local.

Polêmico por natureza, Gilvam Borges espera que a prefeitura aceite amigavelmente a cooperação. Já que anteriormente tentou fazer ações para ajudar o governo do estado e foi repelido de todas as formas pelos adversários políticos da família Capiberibe.

Na sexta feira Gilvam enviou uma carta ao prefeito Clécio, sugerindo varias ações para que a prefeitura possa empreender ações simples que podem ajudar bastante neste momento em que o município está descapitalizado e o quadro de técnicos do prefeito parece ser incipiente em ações práticas nas obras públicas.

“O papel do cidadão, neste momento de dificuldade da prefeitura da capital, deve ser este. Colaborar com as ações que tornem a qualidade de vida do macapaense mais digna, afinal o governo do estado não fez os repasses dos impostos devidos à Macapá e a tendência parece ser estagnar o prefeito, já que o senador Randolfe é candidato ao governo do estado e na mentalidade deles, ajudar a prefeitura é dar votos ao adversário. Infelizmente quem paga a conta é a população.” Declarou Gilvam antes de voltar ao comando dos trabalhadores.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Os buracos do saneamento


Os planos municipais de saneamento básico que terão que ser aviados pelas prefeituras de todo o Brasil, prometem trazer grandes dores de cabeça para novos e velhos prefeitos antes que 2014 termine junto com os prazos dados aos municípios.

Prazos estes, dilatados ao longo dos anos, por gestores que fogem de obras de saneamento básico como o diabo foge da cruz. Estão cada vez mais apertados e as conseqüências parecem se mostrar dolorosas, principalmente para os municípios em que a receita se baseia unicamente em repasses de verbas estaduais e federais.

Os planos municipais de saneamento básico. Que em cidades com menos de 50 mil habitantes os convênios de responsabilidade da FUNASA. E pouco avançaram ao longo do tempo. Em princípio por que os prefeitos ainda estavam recentes nos cargos. Em seguida por estarem no meio de mandato e obra de saneamento não rende dividendos políticos. E em fim de mandato sem direito a reeleição. Ninguém, mas se preocupa em deixar esqueletos para o sucessor.

Como de costume, os prefeitos reclamam, fazem beicinho e até tentam se esquivar da responsabilidade sobre as obras conveniadas de saneamento. Afinal, na cabeça de muitos que ainda tem a mentalidade da política “romântica” é que cano d’água enterrado não aparece e nem rende voto.

Outra dificuldade premente entre as prefeituras, talvez nem seja a boa vontade de alguns prefeitos em fazer o “negócio andar”, mas também pela falta de mão de obra e até empresas especializadas na arte de elaborar projetos que cumpram o termo de referencia normativa para liberação dos tão sonhados recursos.

Recursos estes que muitas das vezes por falta de um simples projeto, estampando no papel as necessidades de água, esgoto ou até mesmo de tratamento de resíduos sólidos do município. Voltam para sua origem sem terem alcançado o objetivo de beneficiar os munícipes.

Também não sejamos levianos de esperar que prefeituras que tem baixíssima arrecadação e vivem com pires nas mãos para receber o repasse, de uma hora para outra encontre recursos para miraculosamente iniciar uma cruzada do saneamento básico em sua cidade.

Claro que nestes casos, as prefeituras menos aquinhoadas devem aderir, até mesmo por uma questão de necessidade, aos consórcios públicos. A praticidade desta modalidade permite que grupos de municípios, formem grupos para dividir custos e assim contratar as empresas que produzam projetos que obedeçam principalmente à realidade sócio-geográfica de cada cidade e não as costumeiras “empresas de sovaco”.

Ações como esta, permitem que se formulem projetos, se acesse recursos e se implementem as obras, tão necessárias para a qualidade de vida do cidadão brasileiro. Basta que para isso, os prefeitos coloquem um pouco de óleo nesta engrenagem meio enferrujada da máquina municipal e ponham para funcionar a pleno vapor os planos municipais de saneamento.

Afinal, depois de educação. O investimento em saúde preventiva é uma das melhores aplicações que qualquer município pode fazer. Pois diferente do que se pensava; a população não quer mais aquela carrada de aterro em bocas de eleição, ou aquela promessa de que após os 20 ou 30 reais da compra do voto, virão mais em seguida.

Na verdade a população quer mesmo é dignidade. E nada melhor do que água na torneira para dar um pouco de dignidade a quem a recebe e certeza do dever cumprido a quem dá!
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