quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Resiliência


Outro dia estava em um café na Hoogstraat cuidando da minha vida quando apareceu um brasileiro, coisa que não é muito dificil por aqui.
Na verdade o índice de brasileiros em Strassburg é bem alto, brasileiras na maioria cumprem a prática do turismo sexual, mas isso não diminui nem um pouco a nossa presença nas terras de Erasmo.
Bom, esse curioso amigo me pediu o açucareiro em um arrastado inglês que mais parecia saído do Lijnbaan, e ao reconhecer o sotaque estilo Carmem Miranda, (Souse América ao invés de South América), perguntei de cara: De que parte do Brasil você é?
Surpreso mas nem tanto, afinal apesar de pálido e com os cabelos tingidos de castanho médio, ainda sou bem basané, para me passar por meso germanico, nó maximo alguem vindo de Java.
Conversamos horas a fio, o cara me contou a vida dele inteira em uma mesa redonda de café. Fiquei feliz em ouvir novamente a língua pátria, mesmo por que tenho me saído bem no grosso germano popular, quase um filho do alemão do norte.
Enfim, o cara, Alessandro o nome do cidadão de Cascavél no Paraná, me perguntou o que me levou para tão longe. A que respondi... Resiliência.
Enfim, levei mais alguns minutos para contar minha história e quase duas horas para chegar a uma explicação bem leve e tradutível para o cidadão, do que vem a ser resiliência.
Enfim, acabei dando meu dicionário aurelinho sempre guardo na mochila de presente para o cidadão paranaense.

Beijos a todos, tenho muita coisa para contar e tão pouco tempo para postar, mas prometo mais outro dia...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Missão, Visão e Valores


A finalidade da existência de uma empresa é aquilo que define seu significado a essa existência. A grande missão é estabelecida diretamente através dos objetivos institucionais e aos motivos pelos quais esta empresa foi criada e por isso sua missão deve representar sua melhor razão de ser. Atualmente na área empresarial é inadmissível uma empresa não conhecer as características do seu negócio, fato este que pode levá-la até mesmo à ruína. Se você ainda não tem definido que caminho deseja seguir e aonde quer chegar e, quais valores irão nortear esta sua caminhada, qualquer caminho servirá para você, pois qualquer um o levará para algum lugar. Mas como diz o trovador: quando não se sabe para onde ir qualquer lugar serve!
As empresas hoje não podem se furtar a isso. Mas então, o que seria missão?
Pode-se dizer que missão é a finalidade da sua existência, o porquê você está aqui, o que pretende fazer e a quem se destina essa sua existência. No meio empresarial, o significado de missão não diverge muito desse conceito.
Muitos de nós temos visão míope à vida. Visão, para alguns, é o sonho que se deseja realizar, como ser humano ou como empresa. É, também, aquilo que você deseja ser, num determinado tempo e espaço.
Por valores, deve-se entender como os princípios éticos, morais, cimentados em atitudes de fazer o bem, que norteiam a conduta e as ações de uma pessoa e que, inevitavelmente, lhes renderão os melhores resultados.
Quando se trata de TQM (Total Quality Management), lembre-se que atitudes de mudança e aceitação da mudança às vezes são difíceis de aceitar por parte de todos do conjunto, resistências e protestos e até mesmo rejeição a um novo formato sempre são comuns, faz parte da natureza do ser humano temer o que não conhece ou ainda não entende, até mesmo por que temos mentes individualistas e não consciências coletivas. Tratar de mudanças, principalmente de valores no ser humano, é um processo que requer tempo e nunca deve ser feito por escalonamento ou por setorização, se são necessárias mudanças na política interna da empresa, deve partir da diretoria até o colaborador mais incipiente sem exceções.
Quanto a valores posso sugerir alguns, mas um brainstorming é necessário para nós listarmos dentre uma infinidade de opções, as que podem ser cumpridas de acordo com a visão e a missão previamente estabelecida pela e para a Empresa.
Seria muito fácil ou muito bonito tê-las em integralidade em um certificado de qualidade, mas sabemos que é um conceito utópico implementar todas de uma vez em um curto espaço de tempo. Por isso sugiro que o conceito dos valores da Empresa, seja revigorado constantemente, a fim de incorporar um novo valor assim que o passo para a implementação e o cumprimento incondicional deste novo valor seja possível.
Comprometimento ético; Igualdade de tratamento a todos; Justiça e paz social; Transparências nas ações; Envolvimento com a missão da instituição; Valorização dos integrantes da instituição.
Estas são valores coletivos que podem ser adotados por uma empresa, mas não é difícil colocar valores humanos e individuais para que a empresa também passe a se humanizar, mesmo que um dia ela chegue a ter uma quantidade tão grande de colaboradores, que não seja possível uma integração física entre eles mas pelo menos valores humanistas os integrem a missão e a visão da empresa para que adotem um conjunto de valores da mesma.
Fé; Lealdade; Amor; Família; Humildade; Segurança; Alegria; Honestidade; Liberdade; Integridade; Fraternidade; Solidariedade; Divertimento; Aprendizado; Ética; Reconhecimento; Sabedoria; Crescimento...
Sem esse juízo jamais deixaremos de praticar atos ilícitos, ilegais, imorais, desonestos. Nesse caso, esqueça o que os outros fazem. A única maneira de conseguir sucesso perene, duradouro, ser feliz, é conseguir, de forma honesta, honrosa, íntegra, o que você deseja conquistar. Só assim você conseguirá associar suas conquistas com a felicidade. Caso contrário, em dado momento, desejará se desfazer de todo o dinheiro, de todos os bens que “conquistou”, para ter um momento de paz, de alegria, enfim, um momento de amor. E, diga-se de passagem, já conheci vários empresários assim.
Aconselho a tentar seguir sempre esses valores, ao menos nas vezes em que depender apenas de uma decisão sua para praticá-los e jamais deixe que alguns deslizes tornem-se princípios. Creio que essa prática será um dos maiores valores que você poderá deixar para sua empresa e àqueles que ama de verdade.

Estou de volta ao meu blog com a graça de Deus, com primeira postagem direto da terra dos vinhos azuis
Abraços e estou muito feliz.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Velho mundo


Uma noite bem acalorada no aeroporto internacional de Val de Cães. Malas azuis no pátio. Olhos marejados da mãe e olhar sério e sempre cauteloso do pai. Camisa de lã bege e calça jeans com bota de couro zebu.
Foi assim em uma noite de quinta feira 14 de agosto que guardei as últimas imagens desta terrinha por onde passei quase seis meses, falta menos de uma hora para embarcar no airbus TAM com destino a Recife. Algumas horinhas de vôo me separam da porta de entrada do Lufthansa.
Quase dez anos depois, abandono mais uma vez meu país, para um exílio que agora suponho sem volta. Antes como mero estudante bolsista de doutorado rumo a Hamburgo para a velha e doce der Bundeswehr, agora vou já maduro e conciente que esta é minha última cruzada sobre o Atlântico rumo ao velho mundo.
Sei que ao novo mundo não regressarei mais em vida. A passagem é só de ida e o mundo dos florins e moinhos de vento desta vez é o destino certo para uma extensão deste segundo momento de vida a que me destina Deus.
Strassburg. Terra da pilsen mais gostosa do mundo, viver em meio a âmbares líquidos e com o odor do lúpulo ou amargor da levedura me faz pensar que simplesmente eu nasci em um útero de um propagador de mosto.
Decidi isso deitado em uma rede a tarde de chuva de um sábado quando pensava em que iria fazer para minha nova vida. Decidi então reatar velhos contatos e enfim um dia surgiu um telegrama ( é eles ainda existem!) e enfim, estou aqui.
Já tomei alguns cafés, meus pais já se foram para casa, viver suas calmas vidas e eu estou indo. Sozinho para um futuro bem novo, uma língua nova dentre as tantas velhas que aprendi a dominar. Menos o portugues que nunca consegui me fazer entender até hoje.
Mas acho que é isso. Uma despedida simples para quem não deixa nada para tras a não ser o rastro do avião, que com certeza nunca mais me trará de volta para esta terra de lembranças que não quero mais.

Deus me acompanhe e me guie!

domingo, 19 de setembro de 2010

Um novo Homem


Após algum tempo de reforma o velho ford bigode cumpriu o que prometeu, voltou um porsche, 10 quilos mais magro, uma lipoescultura abdominal, rinoplastia, cabelos tingidos de negro como asa de graúna, como Dias Gomes descrevia Odorico Paraguaçú.
Uma grande renovação, não so no exterior mas no interior também. Profissionalmente realizado, e com o ultimo sonho realizado. O de dirigir uma grande indústria.
Durante minha estada na clinica do dr. Alvaro, li e reli Jorge Amado, que em 77 publicou Tieta do agreste, relatando a vida de uma mulher da adolescencia sofrida no cú do mundo que era Santana do Agreste até se tornar uma bem sucedida cafetina.
Não sou Tieta, mas lembro que em 1989, O mesmo Dias Gomes novelou Tieta para a Globo e na trilha sonora havia uma canção de Simone a quem tanto adimiro, chamada uma nova mulher;
Reescrevi o texto em uma vesão masculina, pois é deste mesmo jeito da canção que me sinto agora.
Me desejo boas vindas na segunda metade de minha vida que começa agora nos degraus da clínica para onde vou descer agora. E enquanto meu jardim da eternidade estiver no mesmo local onde o deixei há muito tempo atrás, longevidade e vida longa ao Rei!

Que venha esse novo homem de dentro de mim,
Com olhos felinos felizes e mãos de cetim
E venha sem medo das sombras, que rondam o meu coração,
E ponha nos sonhos das mulheres
A sede voraz, da paixão
Que venha de dentro de mim, ou de onde vier,
Com toda malícia e segredos que eu não souber
Que tenha o cio das onças e lute com todas as forças,
Conquiste o direito de ser um novo homem
Livre, livre, livre para o amor....quero ser assim, quero ser assim
Senhor das minhas vontades
E dono de mim livre, livre, livre para o amor, quero ser assim,
Quero ser assim, senhor das
Minhas vontades e dono de mim....
Livre, livre, livre para o amor quero ser assim, quero ser assim,
Senhor das minhas vontades
E dono de mim livre, livre, livre para o amor, quero ser assim,
Quero ser assim, senhor das
Minhas vontades e dono de mim....

Bom domingo a todos!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Entrando para a história do melhor jeito possível


Existem muitas formas de se entrar para a História, mas poucas são agradáveis. Elas geralmente envolvem suicídios, chacinas, manipulações e alinhamentos com políticas neoliberais.
Vejam o caso do pequeno Vlad Tepes. Tepeszinho poderia ter passado a sua infância jogando pebolim e bafo com seus amiguinhos. Sim, certamente. Mas não. Ele acabou empalando turcos.
Foi por ter escolhido este caminho que pôde entrar para a História. De fato, como esquecer o pobre Varguinhas? Varguinhas deu a vida para ter seu nome nos livretos infantis. Óbvio. Ninguém gosta de ler sobre pessoas que estão vivas ainda, ou que morreram tranqüilamente.
Por exemplo, eu nunca ouvi falar de João Cabral de Melo Neto na escola antes de 1999, quando ele morreu. Está certo que naquele ano eu me encontrava alheio ao Brasil mas nada justifica a omissão deste que é um dos maiores poetas da língua portuguesa.
Ljubisav Đokić é, portanto, um sujeito de sorte. Este santo homem entrou para a História da maneira mais sagaz possível: invadindo a central da televisão sérvia com uma escavadeira.
e não é preciso peito para invadir a RTA, em pleno governo Milosevic, com uma escavadeira, eu não sei para que é preciso. Metaforicamente falando, óbvio, porque é preciso ter insanidade.
Mais do que participar desta revolução que foi carinhosamente apelidada de Bulldozer Revolution (Revolução da Escavadeira), Ljubisav ainda teve as bolas de aço necessárias para criticar o governo democraticamente eleito após a queda de Slobodan. O sujeito derruba um regime e fica malhando o outro em sua situação de... Desempregado com deformidade física! Taí um homem que vai lá e faz, diferente desses do Cansei.
Esta é a maneira mais descolada de se entrar para a História, e tenho dito. A imprensa ocidental deu tanta importância ao revolucionário que, achando seu nome muito difícil para ser divulgado, deu-lhe um carinhoso e muito provável apelido: Joe.
O que teria acontecido se uma das balas do governo (e havia muitas) o tivesse atingido? Viraria um mártir? Ou sumiria nas águas do fosso do tempo? Vale a pena pensar...
Se quiserem, aliás, ler das palavras deste rapaz de sucesso, divirtam-se aqui. Deveras interessante.

Me despeço do blog por alguns dias, vou fazer algumas profundas correções plásticas na carcaça deste pobre porsche, quando voltar vou ser o velho turco novamente, com a cimitarra na cintura como meus antepassados otomanos, esperando Tepezinho voltar.

Muitas saudades, mas não esquenta não, não vou morrer, só ressucitar o porsche e quando voltar posto uma foto do novo cara que o cirurgião plástico me prometeu.

domingo, 5 de setembro de 2010

Dalai 3


O cinza da manhã era esperado, mas não tanto assim. No espelho à minha frente eu ainda podia identificar uma noite com mais ansiedade que sono. A tensão voltava a tomar conta de mim quando percebi os dois olhos impacientes por trás de minha imagem refletida. A loja estava cheia e o vendedor não tinha muita tempo para aguardar minha terceira ou quarta prova de óculos para neve. Percebendo a irritação, decidi pelo último, mesmo sem ter muita certeza disso. Paguei, recebi um sorriso automático com o troco e deixei o local enquanto ouvia alguém perguntar se havia ou não um modelo de bolsa com alças ou algo assim. A porta bateu atrás de mim quando olhei o relógio da rua. Era 10h03 em uma travessa próxima a Leicester Square, Londres, minha primeira parada na Europa, rumo ao Tibet.
O roteiro era esse: São Paulo, Londres por dois dias e aí, a China: Pequim - cinco dias, Xian - um, Chengdu - mais um e, finalmente, Lhasa. A viagem até a Inglaterra havia sido tão tranqüila quanto uma noite poderia ser nos últimos meses. Uma vez mais quase não dormi. Mais de uma vez, tive pesadelos nos breves cochilos. Em um deles - praxe em viagens, embora inédito no meu caso, vivia um desastre aéreo. Na verdade, o que menos me assustou. A sensação de morte imediata não me apavorava, ao contrário, fazia com que ficasse tranqüilo. Duas poltronas à frente, no corredor ao lado, uma senhora parecia rezar o décimo terço da noite. Atrás dela e quase ao meu lado um jovem reclamava baixo com seu fone de ouvido. Dentro de mim, dúvidas saltavam. Mais do que a saudade ou o conforto com a idéia da morte em meu pesadelo, o que me angustiava era saber que, em breve, estaria a cerca de 44 horas de casa, percorrendo uma estrada proibida sem saber bem o porquê daquilo tudo. Não tinha respostas às perguntas que ela não havia me feito. Por que viajar sozinho? Por que o Tibet? Quais fossem as justificativas, não estava pronto para elas. A iluminação baixou na chegada a Gatwick.
O aeroporto impecavelmente cuidado me fazia lembrar que Londres seria meu último contato com o ocidente em toda a viagem. Por ocidente leiam-se compras, idioma, comida palatável, feições conhecidas, contato com produtos imprescindivelmente supérfluos. No ônibus em direção à cidade peguei pela primeira vez o caderno com as anotações que havia feito sobre o Tibet. População da capital: 160 mil chineses, 100 mil tibetanos. Idioma: o mandarim aparece em maior destaque nas placas comerciais ou de sinalização que o tibetano. Religião: o governo chinês desestimula.
Uma luz me cegou por um instante. O reflexo de um improvável sol no relógio de Leicester Square atingiu meus olhos e lembrei-me dos óculos para a claridade da neve embalados na sacola que carregava. São 10h28 e estou parado há quase meia hora na frente de um dos inúmeros cinemas da região. Sorrindo com o lugar-comum, quase desconcertado, vejo que o filme passara dentro de mim.
O melhor é ir para o hotel. Amanhã à noite, a China me espera. Talvez mais do que eu a ela.

sábado, 4 de setembro de 2010

O copo cheio de vida

Bom dia caro leitor,

Interrompo hoje a terceira parte da crônica sobre a terra de Dalai Lama, para postar um texto de mim mesmo para quem se sentir assim.

Quando comecei a escrever esse blog, era uma pessoa arrogante e cheia de mim mesmo, achava que podia tudo (ainda acho um pouco), achava que o mundo era meu e os outros apenas tomavam espaço. Mas confesso hoje, que quando comecei a escrever, eu era ateu de carteirinha, incrédulo de tudo que viesse da divindade de Deus, mas após passar este tempo no exílio, por ironia eu que tanto ensinei na minha vida, passei a ser o aluno da vida.
Comecei a aprender que nem tudo que eu queria eu teria ao meu tempo, talvez por que a resposta de Deus não fosse imediata quanto eu ansiava, mas que tudo tem seu momento tem tempo de ir e vir, de chegar e de partir.
Meu aprendizado, em controlar a ira que habitava em mim, de controlar a arrogância e a empáfia que afloravam e me fazia ser uma pessoa temida e odiada. Minha sina de não esperar o poder vir e sim tomá-lo a força, como Napoleão tirando a coroa das mãos do Papa e coroando a si mesmo imperador.
Hoje confesso que abri inicialmente uma fresta da porta para Deus olhar e ver o ser humano tão insignificante que eu era. Que a falácia e a surrealidade me faziam um fantoche de mim mesmo como titereiro.
Então abri a porta por completo, e me vi em um novo mundo, olhei para dentro de mim e vi minha alma triste e jogada no fundo de um poço de lodo tão escuro quanto minha vida e era denso e viscoso que não deixava minha alma planar e viver dentro de mim em paz.
Amigos, confesso que ser pai e ter tido este momento de descoberta, foram as experiências mais perfeitas e incríveis da minha vida inteira. Hoje sou um novo homem, há algum tempo disseram que eu morri. Na verdade eu morri mesmo. O ser humano que habitava este corpo seco e esquálido realmente não existe mais, está sob toneladas de atos ruins e falhos, de factóides e desgraças, de ira e de ganância. Mortus est.
Deus tem me ajudado a cada dia de minha vida a ver o mundo, me ajudou a despejar o conteúdo do copo cheio que eu era, e encheu-me de graça e paz. Renovado, louvo ao meu criador e eu como criatura tenho apenas mais uma missão para completar a obra que me incumbiu Deus. Levar esta mesma esperança de renovação a todos que o buscarem nos momentos de tribulação ou de paz, e dizer-lhes que não sou mais ateu, que creio e que todo aquele que crê terá uma vida eterna.
Agora depois de buscar minha paz, vou em busca da pessoa que amo e da luta para fazê-la ver que Deus presente em nossas vidas nada nos faltará.

Bom fim de semana e fiquem com Deus.
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