
sábado, 28 de maio de 2011
Oportunidade é a melhor saída

sexta-feira, 27 de maio de 2011
Tudo Igual

Enfim ao mudar de cidade e de estado, minha primeira missão oficial foi assistir a uma sessão do TRE sobre a cassassão de uma deputada, cuja vaga aberta dá acesso a um outro que impetrou a ação. Após uma cruciante espera, enfim a audição do relator, que votou pela cassassão da referida, os argumentos tanto do ministério público eleitoral como da polícia federal que investigou o crime de captação ilícita de sufrágio pela hoje deputada eleita, foram convincentes o suficiente para que se houvesse júri popular em uma sessão deste tipo, houvesse enfim a retirada de mais um corruptor, em tempos de ficha limpa, do mandato expresso pela vontade popular.
Mas vamos ao caso; a deputada em pleno período eleitoral forneceu através de um laranja enviado pela empresa de seu pai, carros de churrasco a pessoas que com amplo curralzinho doméstico, tinham condições de captar mais votos. A polícia federal informada do caso abriu uma investigação e paralelo a isso o ministério público eleitoral também.
O caso foi ao TRE, os juízes ouviram uma série de contradições entre os acareados e provas plantadas pela parte acusada foram forjadas grosseiramente, como uma declaração registrada em cartório com firma reconhecida por parte de uma das beneficiadas, atestando que não vendeu seu voto. Santa ignorância, quem faz este tipo de documento hoje em dia? Sem contar que os recibos de cinco mil reais referentes aos carrinhos "doados", foram assinados por pessoas que nem se quer tem condições de subsistência, imagine escarrar cinco barões para tal investimento.
Sendo assim, quando o relator terminou sua leitura de todos os argumentos pedidos pela acusada para anular o processo, e teve votação absoluta do colegiado a negar todos, enfim leu sua recomendação de cassassão e abriu a votação para os demais.
O presidente do TRE pediu o voto de cada um e dois juízes muito breves fizeram sua votação com o relator. Aí entra o delírio judiciário. Todo juiz togado de um colegiado tem acesso a um processo, as suas particularidades e suas peculiaridades, muito me espanta que um juiz decano, tenha pedido vistas e é claro um adiamento por duas semanas, pois estará ausente do plenário na próxima, empurrando com a barriga seu voto.
Dois juízes resolveram antecipar seu voto, ai vem a segunda estranheza. Um também renomado juiz, do qual tenho grande respeito pelo seu conhecimento da lei. Praticamente levantou-se e assumiu o papel de advogado de defesa da ré. Sublinhou termos, contestou provas, contestou até mesmo a natureza das ações do ministério público eleitoral, sob o olhar sisudo de sua procuradora que exibia um sorriso malicioso sobre ele. Enfim teve a insensatez (chamo assim) de dizer que pessoas simples não sabem o que é o ministério público; se hoje em dia até filho que leva uma coça do pai já sabe em que porta bater. Disse que as provas foram forjadas e com uma eloqüência pantomima, quem sabe uma patuscada (lembrando a fúria teatral de Collor). Levantou a bandeira de que prometer apoio ao candidato, não é um eufemismo de votar nele. E outras em demasia que me abstenho a escrever.
Salvo conduto, o juiz que pediu vistas, solicitou à juíza que poderia decidir aquele momento de tres a um, que aguardasse seu voto para que ela manifestasse o dela.
Ao fim de tudo, três horas de angústia para uma sessão encerrada.
Mas me assusta ainda é que metade da assembléia legislativa, incluindo seu presidente, estava na sessão, como se naquele dia não houvesse sessão na própria AL. Um compadrio muito suspeito e digno da apreciação pública, mesmo partindo do princípio de que todos são inocentes até que se prove sua culpa, eles como representantes do povo deveriam se abster a aguardar a sentença e não participar e tomar lados, se quer do lado acusado como do acusador. Que bonito se a sessão tivesse sido sentenciada e eles todos ao lado de uma corruptora como se compactuassem com o capto ilícito de sufrágio.
Povo acorde para o mundo, nesta terra onde se respira política, não se pode sempre acoitá-la como forma de umbilicalmente se beneficiar. O estado carece de crescimento, e não de enriquecimento de partes. Um dia o governo vai diminuir cada vez mais o repasse de verbas e a vaca vai emagrecer e de onde vai se tirar dinheiro se o estado é pobre e a política também?
Vejo pelo padrão de vida de cada um que como poucos a distribuição de renda é pouca e o custo de vida alto, senão acordarmos agora para um momento novo de união e crescimento, o que será do estado nos próximos anos?
Esperava sim que a assembléia e seus deputados estivessem lá, como corregedores do legislativo que são, não para uma tarde de abraços e solidariedade para o compadrio a um provável crime que quem sabe na próxima quarta feira seja enfim elucidado e a justiça seja feita.
O "Coisas da Vida" se muda agora para as terras Tucujús.
terça-feira, 17 de maio de 2011
O vento e a folha

Imbranato Imperator

Ela conicide como sempre, com alguma mudança profunda nas coisas da vida, mas acho que no fundo de tudo, as mudanças são boas, dependendo do tipo de mudança pode-se mudar para melhor ou para pior, isso vai depender do desenrolar da situação.
Por exemplo, o diretor gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn resolveu tirar uma casquinha de uma camareira de um hotel em Nova Yorque e deu no que deu: Mudança negativa. Antônio Palocci Teve um crescimento bem exorbitante de seu patrimônio, bens que ultrapassam a receita dele como deputado na época, mas o Planalto não acha que isso seja estranho. Mudança positiva.
Eu por ora agrego por mais uma vez todos os meus franciscanos pertences, rumo a um destino insabido e incerto, contando apenas com a capacidade que tenho em sobreviver a todos os percalços, que nem as baratas pós holocáusticas. Carregando uma culpa eterna, vou novamente tentar reconstruir os cacos passados, tentar reerguer a cabeça e viver com dignidade.
Depois de enterrar tanta gente boa, que não viveu o suficiente para ter aproveitado a vida do jeito que se deve, resolvi de vez acabar com esta sina.
Quero ser o cara normal, com uma vida normal, sem perfumarias nem pessoas me olhando de soslaio com o ódio fendido sobre todas as coisas que minha pessoa levanta a respeito da ira, inveja e ganância.
Não quero ser igual a Dominique Strauss-Kahn, que dentro de seu porsche de um milhão, não conseguiu vencer os instintos primitivos e portar-se igual a um chipanzé enlouquecido e com isso perder tudo o que o dinheiro não pode comprar, como a sua candidatura a presidencia da França.
Pondero que mereço uma vida simples, sem grandes palcos, sem grandes shows, no fim de tudo acho que tenho uma grande semelhança com Aisin Gioro Pu Yi, o último imperador da China, que após uma vida inteira de luxo, opulência e ostentação de um poder fictício dentro dos muros da cidade proibida, enfim se descobriu um mero personagem de um grande conto de fadas, já esmagado pela República Comunista.
Com isso, me despeço desta primeira epopéia, assim como Pu Yi, desço do alto e vou a vida, de imperador a cidadão, de dragão a borboleta.
domingo, 15 de maio de 2011
Dividir para conquistar
sábado, 14 de maio de 2011
Uma noite de interminaveis pensamentos

Enfim, fiquei órfão de uma vez por todas, enterrei um pai ausente ano passado e uma mãe solenemente há dois dias.
Continuo com meu amor ausente em terras distantes, continuo em busca de um lar de verdade para enfim deitar acabeça em travesseiros que eu mesmo comprarei e descansar o sono dos justos, mas enfim eu não fui justo.
Nem comprei os travesseiros, nem escrevi o último conto, nem sei como vai terminar esta crônica. As incertezas tem sido cada vez maiores a cada dia e a cada momento o jogo muda suas regras e tenho tentado variar os royal street flashes e full houses mas acho que a donzela do capuz sabe blefar melhor do que eu, pois nao tenho tido muitas mãos boas nesta rodada. Estou quase sem fichas.
Falta-me chão ou senso de realidade, pois ainda não cheguei a conclusão de que estou realmente só agora. Senti isso quando abri a agenda do meu celular e vi que só haviam números de pessoas para quem eu nunca iria ligar para conversar, pedir ajuda ou consolo às minhas mazelas, só empresas e empresários ou pessoas que representam algo que não o pessoal.
Preciso sair mais, afinal meu conto de vida tem me feito um eremita recluso em um mundo que não existe mais há longas décadas, parei no tempo e não senti o tempo passar até me banhar em um lugar onde há espelhos e enfim perceber que as marcas e o preço do tempo chegaram finalmente e não há retrocesso a este processo.
As vezes penso em chutar o balde, mas como faz parte da minha natureza insana, nunca deixar nada inacabado, faço o que um suicida nunca faz: penso nos outros, penso no livro que não terminei, penso no trabalho que não conclui, penso no meu amor que ficará só e depois encontrará alguém para me substituir. Enfim, sou autruista demais para ser suicida.
Espero então a sorte virar, a donzela do capuz está em vantagem, mas o jogo assim como a vida pode mudar, uma rebordosa pode acontecer e enfim, eu acho que quebro a banca até lá.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Victor ou Victoria?
Assim como os políticos americanos já descobriram que o eleitorado aposentado é forte, acho que não deve demorar muito para Jair Bolsonaro ir pedir votos na Le Boy, sabendo que isso rende mesmo.
