sábado, 26 de fevereiro de 2011

Correndo atras de nuvens


Sempre achei que devaneios fossem coisas para os mais aluados, que talvez uma pessoa séria e calculista nunca fosse chegada a devaneios e mimices dos sentimentos.
Mas vida é uma grande escola, todos os dias aprendemos lições que podem ser a cara da anterior ou que podem mudar nossas vidas de tal maneira que jamais esqueceremos.
Sentado agora em um cyber no aeroporto, esperando a hora de embarcar, penso profundamente no quanto as mudanças são necessárias para fazermos uma introspecção de nossas vidas e mensurar o quanto vale a pena correr atrás dos sonhos.
Certo de que aquele sonho é a descoberta da pólvora, corremos atrás deles como se fossem nossa tábua de salvação. Mas com a certeza salutar de que caso este não seja o melhor caminho pelo menos do sonho você correu atrás e não ficou com a idéia de que poderia ter feito e não fez. Frustrado!
Sentimentos como amor, saudade, carência. Nossa! Isso eu pensava ter deixado para trás há muito tempo em minha era de errante pelo mundo solitário a cruzar o Caminho de Santiago de Compostela.
Reflexões a parte, o que importa mesmo é que temos que viver de sonhos. Afinal, quem não sonha em ganhar um grande prêmio, uma viagem pelo mundo, a sorte grande, uma Claudia Shiffer como esposa ou até mesmo uma coisa que para uns pode parecer ínfima, mas para outros, é a verdadeira fonte dos desejos.
Amar é meu conselho, amar profundamente é para mais a frente e ser feliz é uma obrigação dos sonhadores como eu que vivem a correr atrás de nuvens como se delas fosse jorrar leite e mel, com a doce aparência de algodão doce.
Amados, bom sábado e feliz final de semana.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Mais um martir


A Líbia segue a tradição e começa sua revolta pós egípcios para derrubar uma ditadura mais anciã que a de Mubarak. General Kadafi esta por um fio, e as revoltas em seu país começam a tomar proporções mais turbulentas que as revolta egípcia.

Azar dos líbios que Kadafi torrou muitos petrodólares em armamento e caças e todo o aparato bélico que um beligerante tem direito na sua mania de perseguição pelo demônio americano.
Infelizmente Kadafi tem pulso forte e diz que prefere deixar o poder na posição de mártir imolado, o que pelo andar da carruagem não deve tardar a acontecer se a população líbia continuar a ser bombardeada e rechaçada nos próximos dias.

O fim das ditaduras da era moderna em princípio do século XXI está começando a despontar, quem sabe agora finalmente conseguiremos entrar na modernidade pregada por filmes proféticos como 2001 - Uma odisséia no espaço de Stanley Kubrick. Onde nosso real inimigo será a modernidade e não os dinossauros oportunistas que rondam as ditaduras ultrapassadas que nada acrescenta a seu povo.

Chaves que se cuide!

Enfim em terras brasilianas, também temos nossos ditadores que as vezes se recusam a se aposentar ou pelo menos se adaptarem a pendurar as chuteiras.

Bom exemplo do Ronaldo que soube a hora certa de parar sem parecer ridículo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

I´ll Farandole


Carnaval se aproximando, folias de reis e bobos e tolos em franca expansão.
Começamos os enredos mais criativos e os mais passados ao sabor de "vai da valsa", como o bloco do salário mínimo, onde todos dizem que acompanham pelo povo, para o povo e em prol do povo. Enredo tipicamente fraco, se o povo mal consegue levantar o bloco com o mínimo aprovado. Mas com a certeza do dever cumprido, segundo as expectativas da rainha do carnaval e também presidente da república nas horas vagas.

Mais um enredo criativo, é a assinatura do contrato para a construção de Belo Monte, onde as "queridinhas do Brasil", empreiteiras mais do que presentes em obras públicas, decidiram não participar como investidoras no projeto (em Tucuruí a propina já foi bem melhor!), e apenas vão construir dessa vez, sendo que dos 25 bi, 19 terão que ser financiados pela mãe Joana do carnaval, o BNDES.

Na grande folia temos os encontros e desencontros do governo e sua base aliada, cada um a seu modo querendo uma fantasia diferente para sobressair mais durante as folias de Momo. O certo mesmo é que varias dessas novidades acabem emplacando e arrastando nesse “farandole” uma fila de absurdos que como sempre passam despercebidos pela opinião pública.

É lamentável, para não se dizer, que algumas dessas proezas são feitas em plenas barbas do povo, como aumento salarial dos deputados, arrocho para o funcionalismo e salário mínimo que basicamente é o valor do aluguel da garagem onde guardo meu carro.

Comemorações a parte, a pseudo luta por salários melhores será sempre motivo para oba oba, isso já sabemos que é tão antigo quanto a roda. Mas achar que estamos eternamente no papel de Amélia de Mario Lago, é basicamente achar que a fantasia do bloco nunca vai desabar por baixo de águas torrenciais que sempre vem e levam consigo ou a esperança, ou trazem consigo revoltas de proporções homéricas como as que o Egito enfrentou ou a que nosso Líbio, Kadafi começa agora a enfrentar. Como vimos mais cedo ou mais tarde o bloco muda seu itinerário... Prefiro terminar com Chiquinha Gonzaga e seu bom humor em: “Ô abre alas que eu quero passar...”

Domingo próspero, de chuva e de paz.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um mundo melhor

Depois de muito tempo pensava que o conceito de família tinha se dissolvido entre as idéias modernas em que pai, mãe e filhos nunca mais se encontrariam para momentos felizes de almoçarem juntos, viverem juntos e socializarem suas vidas e experiências na comodidade do lar.

Já tive em meus tempos, os conceitos de família bem tradicionais, vivencias com pais e filhos e sobrinhos e um dia quem sabe netos.
Hoje considero minha vida mais madura, mais feliz e até mesmo mais promissora que os conceitos tradicionais dos valores familiares.

Almocei muitas vezes no carro enquanto levava minha filha para escola, perdi muitos momentos ímpares da vida familiar, muitos natais, muitas festas em família, muitos, tudo.

Depois que enterrei meu pai, meus amigos e muita gente que hoje não esta mais conosco, resolvi desterrar estes valores e encontrar uma maneira criativa de ter minha família, seguindo meus conceitos e meus valores e não a tábua de eventos seculares existentes no universo desde que Adão deixou o Éden.

Vejo que hoje a família que conquistei, para alguns pode não ser a ótica do tradicional ou até mesmo exótico demais para outros, mas se assim encontrei a felicidade que o convencional modo de vida dos pobres mortais não me entusiasmava me pergunto: E por que não?

Quantos tradicionalistas podem levantar a mão e bater no peito e dizer: Sou feliz?
Acredito que seria purismo se eu dissesse que descobri a pólvora, mas a meu modo acho que inventei mesmo foi a roda, prova viva que a roda viva tem me trazido mais sabores do que a roda parada onde estagnei anos e anos chovendo no molhado.

Acredito em um mundo melhor, não acredito nas pessoas, nem na que dorme comigo tenho o depósito integral do benefício da ausência total de dúvida. Quando se leva muitas quedas na vida, o conceito de tolerância cresce, mas o de desconfiança acompanha.

Mesmo dormindo com os olhos abertos, acho que a melhor maneira de se viver intensamente e ter uma família feliz é encontrando todas as formas de amar e se sentir amado, só assim estamos vivos e iguais a elefantes, sempre prontos para viajar.

Beijos do fim de semana em especial ao meu filho Petico, labrador que aprendi a amar.

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